O Vício em Tecnologia

Um adolescente que não se importa com a sua escola, não liga de fazer amizades, passa horas no quarto sozinho, muda seu comportamento do nada e vive sempre no mundo da lua. Imaginou? Provavelmente pensa que se trata de um viciado em drogas, álcool ou quem sabe ritalina e rivotril, certo? Errado! Estamos falando de um viciado em tecnologia.
O Vício em tecnologia aumentou 60% de 2010 pra cá e a probabilidade que aumente ainda mais é complicado, ainda mais que o seu vetor (Celular, videogames, internet e afins) São coisas que são encontradas em todo local e a sociedade aprova.

Sabemos que toda e qualquer coisa que consideramos prazerosa pode liberar dopamina e por diversos fatores isso pode se transformar num vício, porém, quando algo é constante como o mundo digital, isso pode atingir de maneira mais fácil.

Viciado em Smartphone

Existem casos extremos de dependência de pessoas que vão para um sítio e por não ter rede para conectar a internet, deixar a família de lado e ir a pé até um ponto extremamente alto para conseguir pegar sinal de celular, e outros casos de pacientes que tentaram se matar por ficar mais de 24 horas sem se conectar. Algo muito comum na dependência química e na abstinência por exemplo.

Não entregue um smartphone pro seu filho antes dos 8 anos:
Jogos educativos podem ser extremamente importantes para o desenvolvimento psicológico e fisiológico de seu filho, porém, precisamos fortalecer nossas relações humanas o máximo possível, caso o contrário, ele não vai se interessar quando chegar na escola ou em outros locais.

Por outro lado: Não proíba seu filho de ir ao ambiente virtual.

O mundo está mudando e a geração Z vem com tudo, com 13 anos já estão mais preparados que grandes profissionais da geração x ou babyboomers com 40/50 ou 60 na área tecnológica. Isso é uma grande mudança, todo mundo utiliza o celular e convive no ambiente virtual, você tirar seu filho disso tudo, é isola-lo de todo o mundo, podendo assim, deixá-lo longe disso é discriminar ele do seu universo de convívio.

Lembre-se: Atitudes drásticas só devem ser tomadas caso o comportamento mude radicalmente ou se a técnologia esteja prejudicando seu filho ou você mesmo, na escola ou em outras atividades do dia-a-dia.

Viciado em Internet

COMO SABER SE SOU VICIADO?
Segue abaixo um teste. Seja sincero com você e se mais de 5 respostas forem “SIM”, procure ajude de um especialista! Esse teste foi desenvolvido pelo hospital londrino Capio Nightingale.

1. Você permanece online mais tempo do que pretende, com cada vez mais frequência?
2. Ignora ou evita outros trabalhos ou atividades para poder gastar mais tempo online?
3. Constantemente verifica mensagens ou emails antes de fazer algo que você precisa fazer, mesmo que isso atrase uma refeição?
4. Você fica irritado quando alguém o incomoda enquanto está fazendo algo online ou no telefone?
5. Prefere gastar seu tempo online com outras pessoas – ou através de mensagens de texto via celular – do que conversar pessoalmente?
6. Quando está offline, você pensa muito em voltar para o computador?
7. Discute ou é criticado por amigos, namorada(o) ou família sobre o tempo que você passa online?
8. Você fica eufórico pensando em quando será a próxima vez que estará online, ou mesmo, fica pensando sobre o que fará quando se conectar?
9. Você prefere atividades em frente ao computador a sair de casa e fazer qualquer outra coisa?
10. Você esconde dos outros – ou fica na defensiva quando alguém quer saber – aquilo que você faz na internet?

 

Você também pode aplicar o teste em seu filho para saber se deve ou não buscar ajuda.

 

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