O Diabetes e a Visão

A Organização mundial de saúde divide o diabetes mellitus em tipo 1 e tipo 2. Tipicamente o primeiro tem início em idade jovens e caracteriza-se por um déficit na produção de insulina. O tipo 2 está associado a uma resistência a insulina e acomete mais adultos e idosos. As últimas estimativas do International Diabetes Federation indicam uma prevalência de 382 milhões de diabéticos no mundo, estima-se que até 2035 este número se elevará para 592 milhões.

Exame Oftalmologista TaubatéA retinopatia diabética ocorre pela agressão crônica dos níveis altos de glicose nos pequenos vasos da retina, o que leva a falta de sangue nestese consequente baixa visual, e em casos severos pode levar a cegueira. A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira na população ativa. Após 10 anos de seguimento dos pacientes diabéticos a prevalência de retinopatia foi de 89% em paciente com diagnóstico abaixo de 30 anos, 79% em usuários de insulina maiores que 30 anos e 67% em não usuários de insulina.

A hemoglobina glicada, exame de sangue realizado em laboratório, é o principal parâmetro para avaliar o risco de aparecimento e evolução da retinopatia. A redução da hemoglobina de 9% para 7,2% determina uma redução de 76% na taxa de desenvolvimento da doença ocular e 54% na doença renal. Entretanto os trabalhos avaliaram que a busca por valores menores do que 7% na hemoglobina não acarreta melhora adicional na retinopatia, porém aumenta os riscos cardiovasculares.

A hipertensão arterial sistêmica é outro fator de risco para piora da retinopatia. Os estudos sugerem que o controle da PA abaixo de 144/84mmHg está associado a uma redução de 37% das complicações microvasculares e diminui a progressão da doença em 34%. A presença de microalbuminúria, analisada no exame de urina, aumenta em 3,3 vezes a probabilidade de desenvolvimento de retinopatia diabética. Portanto a análise laboratorial é de suma importância no acompanhamento do paciente diabético.

Todo paciente com diabetes deve realizar o exame de fundo de olho. No diabetes tipo 1 o exame deve ser realizado 5 anos após o diagnóstico e no diabetes tipo 2 no momento do diagnóstico. O oftalmologista especialista em retina é capaz de determinar o estágio da doença e a melhor terapêutica para cada caso, como: laser, laser micropulso, injeções intra – vítreas ou vitrectomia (cirurgia), os quais apresentam excelentes resultados no controle da doença se indicados precocemente.
Paulo Bueno Exame Diabetes
Escrito por:

Dr. Paulo Eduardo Ramos Bueno – CRM 117234

Especialista em retina pela Santa Casa de São Paulo

Membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Sócio Proprietário – Clínica Oftalmo Taubate