Dúvidas Tire suas principais dúvidas relacionadas a análises clínicas.

 
As análises clínicas são exames complementares de diagnóstico que o médico assistente solicita, após ter realizado o exame físico e a história clínica, para confirmar ou não um diagnóstico inicial. Pode também ser requerido com o objectivo de detectar precocemente determinada doença e/ou factor de risco (exemplo: PSA, sangue oculto nas fezes, colesterol). Também usado na monitorização e acompanhamento de determinada patologia (exemplo: glicemia, hemoglobina glicosilada).
Os valores de referência são estabelecidos medindo-se os valores do teste para uma determinada população de voluntários saudáveis. Procede-se à análises estatísticas, em que o valor de referência é definido dentro de dois desvios padrão da média. Geralmente, abrange-se 95% da população, donde se depreende que 5% embora saudáveis têm valores afastados do de referência.
Dependendo do tipo de análises pedidas, usualmente cerca de 15 minutos, incluindo o registo na secretaria. O tempo será alongado se o seu médico pedir curva de glicose.
Depende do tipo e número de análises pedidas na requisição do médico assistente. Normalmente ronda o volume de 4 ml.
O sangue representa aproximadamente 7% da massa do corpo ou aproximadamente 4,5 kg (4,4 litros de volume) numa pessoa de 64 kg.
Só deverá ser interrompida sob orientação médica. Existem medicamentos que interferem com as algumas análises. Como tal, quando o paciente estiver a tomar qualquer tipo de medicação, deverá informar o médico/ laboratório.
Poderá ser necessária nova colheita sendo imediatamente convocado pelo Laboratório SACE a marcar a data da nova colheita, sem custo adicional.
Não. Alguns exames podem ser colhidos à tarde, desde que se obedeça o tempo de jejum.
Não. Alguns como Ferro e ATHC devem ser colhidos na parte da manhã, pois é nesta parte do dia que tais substâncias tem um pico maior no organismo.
Não. Somente se seu médico solicitar desta maneira. Caso contrário pode ser colhido em qualquer período do dia, desde que permaneça 4 horas sem urinar.
A menstruação sim. Por isso, o ideal é fazer o exame fora do período menstrual. Nos casos de urgência, a urina pode ser colhida tomando-se cuidado com assepsia e o uso do tampão vaginal para o sangue menstrual não se misturar com a urina.
A água quase nunca interfere no jejum. Porém, é melhor tomá-la com moderação, pois o excesso pode interferir nos exames de urina, principalmente naqueles que necessitam colher urina 24 horas.
Alguns, sim. Antibióticos, antiinflamatórios e Aspirina. Essa última, principalmente nos testes de coagulação e na dosagem do T4 (um dos hormônios da tireóide). Aspirina é o nome popular do ácido acetilsalicílico. Ela está presente em muitos analgésicos e antitérmicos (AAS, Buferin, Doril, Melhoral, Cibalena, Doloxene-A) e em antiácidos (Alka-Seltzer e Engov). Antes do exame informe todos os medicamentos que esteja tomando; ao lembrar-se de mais algum telefone para o Laboratório, informando.
Porque ela não interfere nos fatores da coagulação que são avaliados através deste teste. A Aspirina age no sistema da coagulação, apenas como antiagregante das plaquetas.
Sim, principalmente na dosagem da creatinina (utilizado para avaliação da função renal).
Sim. A vitamina C altera a creatinina. A vitamina E interfere nos testes de agregação plaquetária.
As alterações provocadas são lentas. Ao que se saiba fumar horas antes de colher sangue altera apenas a curva glicêmica (usada no rastreamento de diabetes) e os testes de agregação plaquetárias.
Apenas se os exames destinam-se ao estudo dos sintomas relatados. Salvo orientação médica, os exames de rotina devem ser feitos com o paciente em seu estado normal.
Sim, qualquer um deles. Porém, diversos hormônios e algumas proteínas séricas variam durante o ciclo menstrual. Portanto, é fundamental que o médico saiba em que período do ciclo o seu exame foi realizado.
Sim, principalmente glicose, lipidograma e dosagens hormonais (principalmente prolactina). Como os valores normais foram estabelecidos para condições bem definidas (basais) fica difícil, talvez impossível, interpretar os resultados.
A glicemia reflete a quantidade de açúcar no sangue que, por sua vez, é uma fonte de energia de rápido aproveitamento pelo organismo. Dessa forma, sempre que o organismo precisar de mais energia – esforço físico, stress – por exemplo, há alterações importantes nas velocidades de produção e consumo de açúcar. A maioria das vezes em que se faz exames de dosagem de glicemia, queremos saber como está o nível basal, pois o valor de referência diz respeito a esta situação. Portanto, a pessoa deve estar o mais próximo possível desta condição.
Sim, principalmente gama GT, triglicerídeos e colesterol. Uma dose de uísque, uma cerveja ou um copo de vinho na véspera é suficiente para invalidar os resultados. Deve-se passar pelo menos 3 dias sem ingerir álcool antes de realizar exames de sangue.
Sim, principalmente nos triglicerídeos, que fazem parte do lipidograma. Por exemplo, uma dieta rígida na véspera poderá “normalizar” os triglicerídeos de quem os tenha alto, e uma feijoada na véspera resultará em altos níveis de triglicerídeos. É indispensável que nos 15 dias que antecedem o exame, a alimentação habitual não seja mudada.
É a que você costuma comer no seu dia a dia. Portanto, essa instrução significa apenas o seguinte: não mude a alimentação.
Nem todos. Hemograma, por exemplo, dispensa o jejum. Glicose geralmente precisa de 8 horas sem alimentação. Para lipidograma e triglicerídeos é indispensável no mínimo 12 horas (e no máximo 16 horas) sem alimentação.
Não. Nem precisa ser a primeira evacuação do dia. É preferível colher em casa, num frasco adequado.
O hematoma é causado pelo extravasamento de sangue. Pode ocorrer quando há algum acidente na coleta, quando as veias são muito finas, se houver compressão inadequada do local puncionado, ou por efeito de aspirina ou outro medicamento. Normalmente some em 2 semanas (ou menos com o uso de compressas quentes).
O chamado jato “médio” é o material que melhor representa o que está presente na bexiga. É importante desprezar o primeiro jato pois pode haver nessa amostra a presença de células e secreções presentes na uretra, sobretudo se houver alguma inflamação ou infecção.
Através deste exame se poderá observar a quais antibióticos a bactéria encontrada no material analisado é sensível ou resistente, ou seja: o antibiograma permitirá a identificação do antibiótico mais adequado para o tratamento da infecção apresentada pelo paciente.
A 1ª amostra do exame Parasitológico de fezes seriado deve ser colhida sem uso de laxante para que o material fecal possa ser avaliado macroscopicamente (para verificar presença de muco, pus, sangue etc.) e também para poder ser realizada uma técnica de pesquisa de larvas de um determinado parasita na qual há necessidade das fezes não estarem semi-líquidas/ líquidas.
Depende do tipo de exame. Para cultura, o ideal é que a urina seja colhida no laboratório. Já a urina tipo I, que é mais comum, pode ser colhida em casa.
O exame de urina tipo I é um exame de rotina que avalia, além de alguns aspectos da integridade das vias urinárias, algumas funções renais e algumas situações extra-renais. É um exame geral, de triagem, e seus resultados devem ser interpretados levando em conta vários dados clínicos do paciente. Não é preciso ser feito na primeira urina da manhã nem esperar duas horas pelo fato de serem avaliados parâmetros mais ou menos constantes, que não se alteram de forma significativa ao longo do tempo. Este exame deve ser feito, principalmente, quando se suspeita de algum problema infeccioso e/ou inflamatório de vias urinárias.
Não se deve tomar laxante pois ele provoca um aumento de velocidade do trânsito intestinal com modificação da absorção. Como a absorção de glicose é a base do teste, este pode ser prejudicado.
Se a dieta for muito pobre em hidratos de carbono, a resposta do paciente pode mostrar um perfil mais alterado do que se ele tivesse uma dieta normal.
A pesquisa de Sangue oculto nas fezes é utilizada para auxiliar o diagnóstico de doenças do intestino (especialmente do colo), em que exista sangramento. Como o álcool é um irritante gástrico, podendo causar sangramento do estômago por irritação, a ingestão de álcool em grande quantidade é desaconselhada para quem vai fazer este tipo de teste.
A coleta de sangue significa realizar a punção de uma veia – ou em situações especiais, de uma artéria – para a obtenção de um volume de sangue para a realização de exames de laboratório. Algumas vezes, é possível obter o volume necessário por punção digital ou de calcanhar. Em todas as circunstâncias, a pele é puncionada, o que significa um pequeno trauma e uma lesão. Há um pequeno desconforto e um potencial risco de contaminação. Dessa forma, os cuidados implicam em fazer uma assepsia adequada no local da punção e o uso de instrumentos – agulhas e/ou lancetas – esterilizadas. Além disso, a prática e destreza do pessoal de coleta são importantes. Repetir o processo várias vezes, evidentemente, não é adequado e, um cuidado precisa ser tomado em relação ao volume de sangue coletado. Lembrar que quanto menor a criança, menor o volume de sangue existente, e proporcionalmente, maior o volume coletado.
Para que se tenha uma idéia da quantidade de cada um dos tipos de glóbulos brancos circulantes é importante termos a contagem global e a específica. Alguns problemas podem causar alterações em tipos específicos de glóbulos brancos, por exemplo, doenças causadas por bactérias, promovem o aumento do número de neutrófilos granulócitos, com o aparecimento de células mais jovens; doenças causadas por vírus causam o aumento do número de linfócitos, com o aparecimento de linfócitos atípicos. É importante saber se o aumento ou a diminuição observados são absolutos ou relativos, daí a necessidade de contar o total dos glóbulos brancos.
O PSA consiste na abreviação de antígeno prostático específico do inglês “Prostatic Specific Antigen”. Trata-se de uma glicoproteína produzida pelas células da glândula prostática. A principal utilidade do PSA, quando aumentado, consiste na diferenciação entre patologias benignas e malignas da próstata e monitoramento de recorrência da doença.
Condições benignas tendem a aumentar mais a forma livre (forma não ligada às proteínas) do PSA enquanto que neoplasias (câncer) tendem a aumentar mais a forma ligada às proteínas. Daí quanto maior a relação PSA Livre/ PSA Total, maior a chance de benignidade.
Não necessariamente. O PSA pode estar elevado em várias outras situações clínicas tais como: hiperplasia prostática, infarto prostático, prostatites inflamações e infecções da próstata), etc. Desta forma um aumento do PSA deve ser analisado com muito critério, levando se em consideração o histórico e o exame físico do paciente.
Não. Para exames de urina de bebês é sempre necessária a coleta através de saco coletor. Esta coleta somente poderá ser realizada em uma de nossas unidades.
Sim. Por exemplo, a coleta de urina em crianças que ainda não têm controle da urina é feita com saco coletor. Um outro exemplo são os exames que necessitam de jejum, que é dispensado para as crianças menores de 1 ano, recomendando-se apenas que a coleta do sangue seja realizada o mais próximo possível da próxima alimentação. Já para crianças de 1 a 5 anos, recomenda-se uma ceia antes de dormir e a coleta do sangue pela manhã, antes do desjejum.
Consiste no cultivo de agentes infecciosos em meio próprio (substância líquida ou sólida) que permite a nutrição, o crescimento e a multiplicação de microorganismos.
Não. Existem diferentes motivos para uma cultura apresentar resultado negativo e mesmo assim a pessoa pode apresentar uma infecção. Alguns dos principais motivos são: uso de antibiótico e dificuldades com a coleta do material.
Não. Basta dizer que, por exemplo, se for feita uma cultura da saliva ou da palma da mão, muitas bactérias poderão ser isoladas e nem por isso a pessoa necessita de tratamento. A este fato damos o nome de colonização, ou seja, a bactéria está habitando aquele local, mas sem fazer mal ao ser humano. O diagnóstico de infecção deve ser feito pelo seu médico baseado em diversos dados, como a história da doença, o aspecto da ferida, febre, etc.
As bactérias precisam de um tempo para crescer o suficiente para que possamos identificá-las. Por isso aplica-se o termo “cultura”, pois precisamos fazer o cultivo do material coletado e aguardar o crescimento de alguma bactéria. Este tempo é muito variado, dependendo do tipo de bactéria pesquisada e do local onde foi feita a coleta.
Não. Os fatores que definem a melhora de uma infecção não são somente a identificação da bactéria e a escolha de um antibiótico. Depende de vários outros fatores: se o paciente tem outras doenças, a idade, o tipo e o local da infecção, a possibilidade da bactéria ficar resistente, etc. O tratamento deve ser sempre orientado pelo seu médico.
Sim. Isto afeta o resultado de qualquer tipo de cultura de bactérias. Este fato deve ser conhecido pelo seu médico e comunicado à recepcionista do laboratório ao realizar o exame.
Após uma coleta de sangue em jejum para a dosagem da glicose, ingere-se a solução de glicose. Após a ingestão, são realizadas uma ou mais coletas de sangue para novas dosagens da glicose.
Enquanto na Curva Glicêmica é dosada apenas a glicose no sangue, na Curva Glico-insulinêmica, dosa-se também a insulina. Por isso, também é denominada Curva Glicêmica com Dosagem de Insulina. Ao contrário da curva glicêmica cujo principal objetivo é verificar se o paciente apresenta algum distúrbio do metabolismo da glicose, a curva glico-insulinêmica consiste em exame indicado para avaliar o aumento da insulina em resposta à sobrecarga de glicídios (resistência insulínica). Como os objetivos de ambas as curvas são diferentes, fica mais fácil de entender porque, geralmente, os tempos de coleta de sangue da curva glico-insulinêmica não são os mesmos da curva glicêmica comum.
Geralmente sim. É recomendado o jejum de 8 a 14 horas antes da maior parte destas curvas.
Não existem contraindicações absolutas. No entanto, existem situações – como algumas doenças infecciosas ou uso de determinadas medicações – que poderiam dificultar a interpretação dos resultados. Assim, recomendamos que, diante de qualquer situação fora do padrão normal o seu médico seja procurado para a devida orientação sobre quando o exame deve ser realizado.
Sim. Não se deve ingerir alimentos nos intervalos das coletas de sangue e deve-se permanecer sentado e sem fumar até que o exame esteja terminado.
É um exame que dosa a glicose (açúcar), no sangue, após uma refeição.
Geralmente não. Ele deve ser realizado após uma das refeições habituais (a refeição normal do dia a dia). Preferencialmente, esta refeição é o almoço, pois contém todos os nutrientes em quantidades suficientes para uma avaliação adequada. Conforme a indicação do seu médico pode haver, entretanto, necessidade de realização deste exame em outro horário (por exemplo: café da manhã, lanche, etc). Neste caso, deve ser seguido o horário recomendado pelo médico. Em casos especiais, o médico poderá definir para o seu paciente o que deve ingerir na refeição e deverá ser feita a alimentação recomendada por ele.
Não. O paciente deve idealmente manter as suas atividades habituais do dia a dia.
Geralmente, duas horas após o início da alimentação. Conforme cada caso, o seu médico poderá solicitar um tempo diferente deste para a coleta (por exemplo, uma hora após).
Não. Em alguns casos recomenda-se diminuir ou evitar certos alimentos. Enquanto em outros, o consumo de um dado alimento pode ser obrigatório, podendo haver recomendação de quantidades determinadas.
Algumas podem ser. Por exemplo, a triagem para diabetes em mulheres grávidas é realizada com um exame denominado Curva Glicêmica Simplificada, cujas instruções para coleta são diferentes daquelas fornecidas para curvas glicêmicas de não grávidas.
Podem. Por exemplo, para alguns hormônios espera-se que os resultados dos exames estejam em níveis diferentes daqueles das não grávidas. Por exemplo, pode-se observar número aumentado de leucócitos, sem que signifique processo infeccioso.
O nível de Beta-HCG no sangue, indicativo de gravidez, é atingido de 7 a 10 dias após a fecundação. O período fértil da mulher é no meio do ciclo menstrual – entre o 11º ao 17º dia – (considerando-se mulheres com ciclo regular de 28 dias). Essas variações biológicas no período fértil podem somar até 7 dias. Assim, resultados mais confiáveis somente podem ser obtidos após 14 dias da fecundação. Portanto, resultados negativos obtidos antes desse período ou em mulheres com ciclos irregulares devem ser confirmados com novos exames. Resultados positivos nos primeiros dias de gravidez devem ser confirmados pela evolução clínica, uma vez que podem ocorrer abortos espontâneos e imperceptíveis nesta fase da gestação.
A dosagem no sangue do Beta-HCG não é um exame que se destina a determinar a idade gestacional, para tal, o exame mais indicado é o ultrassom.
Este resultado é considerado inconclusivo, ou seja, para ter certeza quanto a presença ou ausência da gravidez o exame deverá ser repetido após 2 a 3 dias desta dosagem ou a critério do seu médico.
Sim. Alguns tumores de testículo produzem este hormônio, que pode ser usado como marcador tumoral para acompanhamento do tratamento e prognóstico da doença.
Sim. Se houver a necessidade da realização de exames nesse período, nada impede que sejam feitos.
Nem sempre o parasito, seja protozoário (ameba, giárdia, etc) ou helminto (ascaris, taenia, etc), libera cistos, ovos ou larvas. Estes parasitos têm um ciclo de reprodução, sendo que a liberação de cistos, ovos e larvas não é sistemática, sendo dependente deste ciclo e de forma intermitente.
Estando coberta pelo líquido conservante (SAF), a amostra pode ser entregue em até 10 dias. Não é necessário manter o frasco sob refrigeração.
Deve-se aguardar 3 (três) dias após a ingestão do contraste para realizar a coleta das fezes.
O líquido conservante mantém as formas císticas e ovos dos parasitos, portanto, se houver perda, deve-se utilizar novo frasco contendo o volume correto do líquido.
Sim, no entanto deve-se tomar todo o cuidado necessário para que o sangue não se misture com as fezes. Se a coleta for efetuada com atenção, a menstruação não impedirá que o resultado do exame parasitológico de fezes seja confiável. Se o exame for pesquisa de sangue oculto nas fezes, a amostra não deverá ser colhida durante o período menstrual.
Sim. É muito importante evitar o contato das fezes com a urina pois a sua presença acelera a fermentação bacteriana, prejudicando a conservação da amostra.
São necessárias fezes frescas coletadas no frasco plástico. No caso de fezes sólidas ou pastosas, a quantidade deverá corresponder a 5 colheres plásticas fornecidas com o frasco de coleta. Se as fezes estiverem liquefeitas, pelo menos 10 mL deverão ser fornecidos ao Laboratório SACE para análise. As fezes deverão ser coletadas originalmente num recipiente limpo e a seguir transferidas para o frasco coletor com o líquido conservante.
Um número maior de amostras aumenta a possibilidade de se encontrar o parasito ou seus cistos, ovos ou larvas. Mas, é importante que se colete uma pequena amostra a cada dia e que as três amostras não ultrapassem o líquido.
Não há a necessidade das amostras serem coletadas em dias consecutivos, podendo ser em dias alternados ou de acordo com seu ritmo intestinal.
Porque, dependendo da metodologia usada, algumas substâncias contidas em alguns alimentos, suplementos ou medicamentos podem apresentar componentes químicos parecidos com o sangue, e assim resultar em reação “cruzada”, levando a um resultado falso positivo. A pesquisa de sangue oculto, independentemente do método utilizado, não deve ser realizada em pacientes com sangramento menstrual, hemorróidas ou sangramento gengival.
Todos os alimentos contidos na seguinte lista devem ser evitados nos três dias que antecedem a coleta do material: Carnes vermelhas (carne de vaca ou de porco) ou derivados como caldos, extratos e molhos; Vegetais e frutas: nabo, rabanete, brócolis, couve-flor, cogumelo, alcachofra, maçã, laranja, banana, beterraba, uvas, acerola e limão; Feijões; Gema de ovo; Bebidas alcoólicas; Medicamentos a base de ferro, vitaminas, drogas anti-inflamatórias e aspirina devem ser preferencialmente evitados.