Como fazer diagnóstico em crianças e adolescentes?  

13_47_25_778_file

Quando a pessoa descobre que tem HIV tem sua vida modificada. Com crianças o cuidado deve ser enorme. De acordo com a idade, é necessário saber revelar aos jovens para que o tratamento tenha êxito. Família e equipe médica têm que ter cuidado com o tempo e a hora de cada um, e precisa ter em mente que o tempo de estudo também é relevante, precisa avaliar a situação psicossocial e familiar.

Já sabemos que a hora certa de falar a um paciente que ele é soropositivo é um esforço de ambos os lados. Não é só o fato de falar sobre o diagnóstico. Se faz necessário explicar detalhadamente as alterações que a doença acarreta. Nos dias atuais, há um acordo realizado entre os profissionais de saúde para informar a criança o mais breve possível que a mesma tem a doença. Com isso, a criança vai tendo consciência ao longo da vida, a respeito de suas obrigações e direitos.

É normal familiares ou responsáveis ficarem com receio de falar abertamente sobre a doença, embora alguns jovens e crianças já demonstram ter algum grau de conhecimento em relação a doença. Existem muitos motivos que fazem com que seus cuidadores evitem de contar:

  • Não haver amadurecimento suficiente para compreensão;
  • Chance de uma reação emocional ruim;
  • Medo do estigma;
  • Medo de que a criança/adolescente comente sobre o assunto com outras pessoas, não garantindo o sigilo e contando para terceiros a história da família (como a soropositividade da mãe e/ou dos pais);
  • Sentir-se culpado sobre a transmissão do HIV;
  • O adulto não estar preparado intelectualmente ou emocionalmente para contar.

 

Pode levar ao prejuízo do atendimento

 

Se a criança ou o adolescente não tiver conhecimento sobre a doença que possui, isso pode prejudicar a eficácia do tratamento, porque a equipe médica não terá espaço suficiente para falar e explicar sobre suas implicações no decorrer da vida. E se o paciente não se cuida de modo correto, sua adesão pode ficar comprometida.

Os adolescentes devem saber a respeito de sua sorologia e ficar orientados a respeito de consequências que a infecção pode ocasionar e como tratá-la de maneira certa. Nessa etapa é primordial que a família esteja em união, além de amigos e dos médicos, isso faz com que o jovem se sinta forte com relação a sua nova situação.

 

 

Como vacinar soropositivos?

 

As vacinas ficam disponíveis segundo o calendário nacional, caso não seja constatado deficiência imunológica grave. Mais imunodepressão é ligada ao risco mais elevado que está devidamente relativo a vacinas de agentes vivos.

O soropositivo caso precise de alguma vacina deve antes ter avaliação médica.

Tem-se por orientação fazer adiamento da vacinação em pacientes sintomáticos ou com imunodeficiência alta (CD4 < 200 cel/mm³).

 

Dicas gerais para adultos:

 

  1. Pneumococo: uma dose para pacientes com CD4 > 200cel/mm³.

Somente um reforço após cinco anos.

  1. Hepatite B: em todos os pacientes suscetíveis (Anti-HBsAg negativo, anti-HBc negativo)
  2. Hepatite A: pacientes suscetíveis (anti-HVA negativo) e portadores de hepatopatias crônicas.
  3. Febre amarela: segundo orientação do calendário vacinal do Ministério da Saúde de acordo com a região.
  4. Difteria e tétano (dT): reforço a cada dez anos.
  5. Influenza: anual.

OBS: qualquer outra vacina precisa passar por análise individual ao longo do acompanhamento médico.

 

Onde ter Referência:

 

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Para Manejo Da Infecção Pelo HIV em Adultos. Brasília 2013.  http://www.aids.gov.br/pcdt/protocolo-clinico

 

Recomendações ao público infantil

 

As crianças que têm menos de um ano, em que há suspeita de contrair o HIV ou mesmo as que já têm a doença, precisam passar por orientação médica especializada.

 

Saiba mais em Aids.gov. Deixe seu comentário.