COMO A TERCEIRA IDADE MANTÉM SUAS RELAÇÕES?

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Nos dias atuais muitas pessoas acham que os idosos não têm vida social, tendo aquela visão de que, cada vez que ficamos velhos perdemos a vida social, e assim nos tornamos seres isolados do mundo, e por consequência ficar infeliz com a vida. Mesmo que muitas pessoas achem que envelhecer quer dizer falta de desenvolvimento, podemos dizer que, há chances de a pessoa ter uma vida plenamente ativa e com excelente qualidade.

 

 

MAS COMO PODEMOS?

 

Na sociedade atual, há muitos espaços onde os idosos podem ter convivência social: Centros Dia, Centros de Convivência, Centros de Referência, Universidades da Terceira Idade, enfim. Através desses espaços, os idosos conseguem exercer atividades relacionadas a sua faixa etária, cada uma com objetivo bem definido. Essas atividades ajudam o idoso em várias áreas ao longo da vida, auxilia a como se tornar mais independente por exemplo. Interagir socialmente pode trazer bem-estar, e otimiza o condicionamento físico. Os contatos sociais podem ter função de mantenedor da saúde do idoso.

 

De acordo com estudos realizados, idosos com vida social plena tendem a seguir a vida com percurso maior. Porém, sabemos que a vida social não é somente participar de grupos da terceira idade, e sim garantir um bom convívio familiar, e com outros grupos, por exemplo os religiosos. Lembramos que ter qualidade nesses contatos é primordial. O grau de interação pode mudar de pessoa a pessoa, a quantidade de contatos não quer dizer melhor qualidade de vida.

 

Ter boas relações nessa etapa da vida, garante que o idoso tenha de bem-estar. Não ter convívio com a sociedade, pode acarretar a depressão. Os hábitos saudáveis são frutos de um bom convívio, ter auxílio de outra pessoa proporciona mais controle pessoal, isso gera um resultado positivo para o chamado bem-estar psicológico.

 

Podemos compreender que, fazer o idoso interagir socialmente pode trazer a ele uma vida mais leve e saudável, e assim estar incluso em seu curso de vida, logo, é comum termos sentimentos de desamparo quando chegamos a esta fase. Para que isso seja minimizado, precisamos sempre de novos contatos, e ingressar cada vez mais em atividades sociais! “O primordial da vida não é como nos encontramos, mas a direção que temos que seguir.”

 

Mariana Almeida atua como gerontologia através da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e vice-diretora financeira da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

 

PORQUE VIDA SOCIAL FAZ BEM?

 

Após o nascimento dos filhos, comumente ficamos um bom tempo ser ver os amigos, perdemos o costume de sair para ir bater papo no bar, ou mesmo sem ver a turma da escola ou aquela amiga que você conversava por horas ao telefone, apenas para jogar conversa fora.

 

E porque isso ocorre?

 

Segundo pesquisa realizada a pessoa que não tem uma vida social ativa pode ficar doente. Este estudo foi divulgado em periódico Proceedings of the National Academy of Science, nos Estados Unidos, o público-alvo da pesquisa foram os adolescentes, jovens adultos e idosos através de informações que tiveram sua coleta por meio de pesquisa. Os especialistas estudaram os dados que eram ligados à saúde, por exemplo pressão arterial, medida da cintura, índice de massa corporal e níveis de proteína C reativa, que consegue averiguar se há inflamações, estes funcionam como indicadores de vida social. Perguntas determinantes tiveram que ser analisadas como: quantas vezes você vê a família, você se sente perto de seus pais, você percebe que seu namorado lembra de você e quantos amigos você já fez. Embora, puderam concluir que as pessoas com uma boa vida social têm menos doenças.

 

Se isolar da sociedade pode levar ao prejuízo da regulação hormonal e no equilíbrio dos sistemas metabólicos. Quando a pessoa sabe que ela tem um apoio na vida, ela minimiza drasticamente os efeitos causados pelo estresse, como a adrenalina e o cortisol, que, ao longo do tempo, ajuda o organismo a contribuir para o aparecimento de diabetes, doenças cardíacas e gordura abdominal.

Chegamos à conclusão de que laços sociais faz bem à saúde, porém para que isso possa ser possível é preciso entender o que ocorre ao nosso redor: “Ser social é um aspecto do homem. Temos uma dimensão biológica, uma psíquica e uma social. Nas diferentes culturas, sejam de aspecto mais primitivo ou não, os homens se agrupam para sobreviver. Para existirmos, precisamos de, no mínimo, 2 pessoas”, conta a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano.

 

 

 

 

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